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Shopping permite “rolezinhos”, desde que integrantes leiam ao menos um livro antes de entrar

O “Lapão Roliço Shopping Center”, localizado no centro da cidade homônima, divulgou nota ao público na semana passada, autorizando os ‘rolezinhos’ em seu interior, desde que os integrantes de tais manifestações leiam, ou comprovem ter lido, ao menos um livro antes de entrar no local.”
Segundo o gerente do estabelecimento, “A iniciativa tem por objetivo incentivar a leitura entre os jovens”.
Para tanto, o shopping está disponibilizando uma biblioteca na qual os clientes poderão ter acesso a clássicos da literatura, tais como Os Lusíadas, Fausto, entre outros.
A medida não surtiu efeito esperado. Durante o último fim de semana, universitários compareceram ao local e reivindicaram livros da Marilena Chauí e do Paulo Moreira Leite para ler. Eles também queriam que a obrigação fosse de ler somente as orelhas dos livros. “Não precisa mais que isso para ser considerado culto nas universidades brasileiras”, declarou um estudante de ciências sociais. Diante da informação de que o shopping só iria disponibilizar clássicos da literatura, os jovens invadiram os corredores do estabelecimento cantando músicas do Chico Buarque “com ares de quem estava se achando muito culto por isso”, como afirmou um traseunte.
Segundo comerciários que estavam no local, “as músicas desse gago fanho (Chico Buarque) são mais chatas que funk”.
A administração do shopping reforçou a segurança e desde então não houve mais “rolezinho” no local.“Não apareceu ninguém aqui querendo ler os livros”, lamentou o gerente que pensa em rever a medida, já que o shopping desde então se encontra praticamente vazio.